terça-feira, 1 de março de 2011

a caneta bic e o verão

Noite de verão. Janeiro diz olá e oferece um pouco de chuva para enfeitar nossa dança. Para refrescar.

Segunda feira que parece final de semana. Eu só quero o bem. Eu só quero o seu bem, o nosso bem, mesmo que pontuando, mesmo que sem fôlego. Às vezes.

Tenho um rolo de filme para fotografar, desbotar, dissolver, enfim, registrar o sol de amanhã. Sim, amanhã tem sol. No verão, o verão não termina depois de uma simples chuva. E vai ser tão legal.

Mas como Ken Kesey e seus discípulos quero registrar o agora também. Quero dominar a linha do tempo, assim como domino a linha desse Moleskine. Aqui com essa caneta Bic de quatro cores, mas que tem apenas a cor azul funcionando direito. Eu costumo usar a cor azul com mais freqüência e ela é a única cor que não falha. Nem sequer acaba.

Assim como Ozu, só quero registrar o encanto da rotina. O sabor do chá mate gelado que mata minha sede e me dá vontade de levantar dessa cama e fazer algo que. E toda essa vontade de, começou quando ascendi a luminária, coloquei o fone de ouvido e comecei a escutar álbum Tigh Knit, do Vetiver, Rolling Sea me despertou.

E eu senti, aliás, me sinto, ainda estou aqui fazendo o mesmo. Tão confortável assim como estar vestindo essa camiseta branca regata e essa bermuda xadrez de algodão, que rima com verão, e nos intervalos de cada gole que dei nesse chá, antes de começar a fotografar com a caneta, eu virava uma página do Teste do Ácido do Refresco Elétrico e pensei que seria fantástico possuir um terço do talento de Tom Wolfe.

Mas isso está um pouco longe de acontecer, já que quando eu perco o fôlego das palavras começo a observar minhas unhas e subitamente coloco um ponto final na minha linha de pensamento, que assim como as outras cores dessa caneta, falha.

E a noite está tão bonita e o livro me chama de volta e eu não tenho outra saída a não ser.

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