sexta-feira, 18 de março de 2011

a lâmpada

O que eu vi naquele começo de noite daquela terça-feira de verão quase fria com chuviscos foi a lâmpada de luz amarela que iluminava o jardim de inverno daquele casarão antigo de esquina, que ajudava, junto com as lentes grossas dos óculos, um velinho a ler o seu jornal. Pensei “que horário atípico para se ler notícias”; mas aquilo era de total compreensão, já que eu logo lembrei que também prefiro ler o jornal num horário incomum.

A gente acaba inventando cada regra boba dentro da nossa cabeça...

Aquela lâmpada iluminava algo que também me chamou a atenção: uma tela pendurada na parede; pintada por uma criança, obviamente; seu neto, obviamente.

Não consegui identificar o que estava desenhado ali. Lembro-me das cores: azul claro e vermelho. O que importa é que eu lembrei.

Nem tudo o que a gente faz requer interpretação...

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