sábado, 4 de junho de 2011

manhã

Olhos fechados pela manhã. Não importa aonde eu esteja. Nesse caso no metrô. Nesse caso num sábado frio a caminho do trabalho. Olhos fechados pela manhã que pra mim é madrugada ainda crua. Narinas abertas. Estou sentada num banco verde, daqueles pra uma pessoa só. Eu prefiro estar sozinha. Principalmente no metrô e pela manhã. Sinto que tem alguém em pé na minha frente. Não me atrevo a abrir os olhos. Não tenho curiosidade a não ser. Pelo perfume. Aquele perfume que também era o seu. Engraçado. Deixei de gostar de você há tanto tempo mas ainda não aprendi a deixar de gostar de seu perfume e sim, isso me faz tornar a gostar de você de uma forma ou de outra. Resolvo então deixar minha vista descansando e preservar a memória e alimentar dentro de mim a ilusão de que era você quem estava lá.

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