segunda-feira, 13 de junho de 2011

murakami sob o sol

Aquele sábado de outono do começo do mês de junho estava especialmente lindo. Um vento gelado contrariava os raios de luz enviados pelo sol.

Eu só tinha uma hora para abraçar tudo aquilo. Dei início ao meu horário de almoço e vi que era desperdício ficar comendo uma comida requentada dentro daquela cozinha triste e sem a luz do dia.

Fui até a praça, ali, do lado. Gosto daquela praça porque no centro há uma árvore centenária, bicentenária, não sei, mas gosto de me sentar embaixo dela e olhar os raios solares tentando, com muita dificuldade, ultrapassar as folhas.

Mas naquele sábado a árvore permitiu. Eu carregava embaixo do braço Minha Querida Sputnik e o sol bateu diretamente na direção do livro no momento em que eu abri na página marcada, como se fosse uma luminária particular.

Eu já devia ter apenas trinta minutos restantes até voltar ao trabalho, mas meu corpo permaneceu sob a mesma temperatura até o final do dia e as gargalhadas das crianças que ouvi na praça ecoaram até a hora de dormir.

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