segunda-feira, 26 de setembro de 2011

sem pressa


Ninguém precisa de muito. E não precisa ser hoje; nem amanhã. Mas um dia seria.
Um dia de outono. Ou de céu de outono. E de frio. E de sol. Um dia. De domingo. De jardim botânico. De lago e. E grama verdinha.
E toalha vermelha quadriculada e vinho e sorriso. E tocaria Manhattan Skyline. Kings of Convenience.
Ninguém precisa de muito.
E nem precisa ser agora.
Eu não tenho pressa.
Só quero que essa.
Seja a meta de nossas vidas.
Deitar na grama e olhar pro céu.
E às vezes para os seus olhos e para os meus olhos.
E as cores se misturariam.
E o piano.
Ah, o piano...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

cadeira de praia

Naquela cadeira, de tons alaranjados, da mesma cor que o céu naquela tarde de verão, sentei-me. E olhei, com a ajuda dos óculos escuros, para cima, na horizontal e para cima. E lembrei apenas de palavras. Palavras de tons alaranjados. Lembrei de você do que você disse e sorri por mais de uma hora. O céu foi mudando de cor e tomei uma cerveja e imaginei como seria bom beijar seus lábios pôr-do-sol e por-lá-fiquei.