domingo, 22 de abril de 2012

autoconsolo com canela

Ele acreditava que se vestisse seu sweater favorito, colocasse no toca-discos um álbum antigo de Stan Getz e observasse a chuva, alguma resposta viria. Ele olhava para os muros vizinhos ali de sua janela. Contava nos dedos os anos que se passaram desde que.

Alguma resposta viria. Era a forma como ele não agia. Depois de mergulhar naquela imensa xícara de chá sabor autoconsolo com canela nunca mais voltou.

Às vezes até mesmo eu acho que ele estava certo.

 Mas eu tive de ter feito o que fiz.

Quando penso nele; nesses dias frios e solitários de outono; tiro o meu cachecol com cheiro de saudades do guarda-roupa e vou dar um passeio com meu cachorro.

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