segunda-feira, 26 de novembro de 2012

espuma

Aguardo com os pés na areia. Na areia úmida. Na beira. À beira.
A beira do mar não divide, sequer separa. A areia. Do mar.
Aguardo com os pés. A espuma chegar. Meus pés irão afundar. Mas não tocarão a espuma. A espuma só se sente vendo.
Quando a espuma do mar parece estar próxima ela desaparece.
A água, na beira, sobe, molha e volta pro mar.
E tudo está fragmentado novamente.
Aguardo a quebra.
Com calma.

A calma vem do mar.

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