segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

por mais que eu desejasse interferir naquela cena, não deveria

Quando te vi naquele café pensei estar sonhando, penetrada em alguma pintura de Edward Hooper. Até então nunca havia me passado pela cabeça que tal beleza e solidão pudessem estar juntas em algum lugar da realidade.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

tudo já faz tanto tempo que tanto faz

Passa a noite em claro ouvindo Smiths... Tudo já faz tanto tempo que tanto faz, ouvir.
Passa as tardes, quentes, de verão, dormindo em seu quarto; inerte, sob o efeito do Dramin. Assim não se aborrece. Assim se esquece dos outros e da vida dos outros, que pulsa, enquanto a sua, só repulsa...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

águas



Sentada numa pedra ela assiste ao espetáculo das quedas d´água.
A força e a velocidade; a transparência e a espuma das águas, que depois de correrem batem ainda vivas em seus pés.

ímpar

Sento só no banco da estação; No banco dentro do vagão; No cinema, em toda sessão.
Eu devia andar mais...

do vagão da janela da cidade

Minha cidade parece estar tão desesperada quanto eu.
Uma sintonia.
Uma sinfonia.
Um drama.
Minha cidade e eu e a segunda-feira e a chuva nos entendemos, porém, desconversamos com o resto do mundo. Destoamos. Decaídos. Da janela do vagão eu vejo as gotas e eu vejo as nuvens camufladas de cinza, fazendo do céu um plano quase unidimensional.
É triste assim.
Pode até ser.
Mas é minha cidade.
É um pedaço de mim.