segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

do vagão da janela da cidade

Minha cidade parece estar tão desesperada quanto eu.
Uma sintonia.
Uma sinfonia.
Um drama.
Minha cidade e eu e a segunda-feira e a chuva nos entendemos, porém, desconversamos com o resto do mundo. Destoamos. Decaídos. Da janela do vagão eu vejo as gotas e eu vejo as nuvens camufladas de cinza, fazendo do céu um plano quase unidimensional.
É triste assim.
Pode até ser.
Mas é minha cidade.
É um pedaço de mim.

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