quarta-feira, 13 de março de 2013

um vestígio

Ando e posso correr, até, porque não existe nada de diferente nas ruas que passo, segunda, terça, quarta-feira. As casas bonitinhas, com jardins e muros baixos deram lugar a sobrados em série, que se igualam até nas cores. E quando desisto de procurar por algum vestígio de beleza ou memória, vejo um senhor de cabelos brancos no quintal de sua casa ímpar, sentado num banco de madeira, tocando violão, admirando a paisagem comum, ao lado de seu cachorro, tão pequenino, que escuta sua música.

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