terça-feira, 10 de dezembro de 2013

uma sobra de tempo

Nessas janelas, espaços, tréguas do tempo, eu devia estar preparada a elas, eu devia saber aproveitar, mas elas são tão imprevisíveis, que penso pouco, pequeno, penso numa xícara de chá, penso em ler um poema. Eu deveria fazer mais? Eu deveria tentar ocupar esses espaços? Talvez eles surjam para isso mesmo, para eu nada fazer, para eu não sufocar. Eles são uma fresta, um respiro, um suspiro. Coloco uma música boa e a água no fogo e assim eu sigo.

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