segunda-feira, 28 de abril de 2014

sala de espera

Pergunto onde é a recepção. Retiro minha senha e espero o número do guichê piscar. Na minha bolsa tenho livro tenho caderno tenho celular. Não consigo me concentrar em nada a não ser em esperar.

No balcão dou meu documento e o bilhete com o número da senha. Ganho uma folha advertindo todos os efeitos colaterais que o exame pode causar e é claro que penso então estar fazendo a coisa errada, e uma pulseira de papel com meu nome. E aguardo para ser atendida pelo médico em outra repartição. Na sala de espera tem revista de fofoca. Eu temo saber como anda minha vida, imagina a de... . Na sala há televisão. Abomino os programas matinais e me sento atrás da tela. Continuo escutando, porém, me recuso a assistir. Na sala também tem um aquário gigante com peixes coloridos de variadas espécies que não despertam meu interesse em saber quais são.

A sala de espera. Que hora tão.

Pauso minha vida, pois a distração, esse falso consolo, só me faz.

Prendo a respiração porque não existe outra maneira de minha hora chegar. Na sala de espera o que eu faço é esperar.

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