domingo, 23 de novembro de 2014

caderno novo

Ela comprou um caderno novo. Revistas novas para ler e uma camiseta amarela. Toda madrugada deitava em sua cama, com toda a inspiração dos pedaços de dias que havia absorvido, mais os livros e os discos que faziam sua trilha. Então abria o caderno, mas decaía. Voltava sempre para a poesia. Tudo rimava com o nome da menina. E ela não podia, não no caderno novo... mas cedia. E ninguém sabia que depois de algumas dezenas de dias ela ainda sofria. De madrugada ninguém via. Sequer ouvia o barulho da caneta rabiscando ou das lágrimas que caía e ecoava pelos cantos.

Eu vou esvaziar
até esquecer
essa mania de lembrar.

Dizia.

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