domingo, 23 de novembro de 2014

garrafa vazia

Olho para as garrafas vazias na estante. Tantos tons de verde. Nelas refletem a luz do abajur e algumas fotografias. Eu sempre quis que isso aqui estivesse sempre bonito. Assim como a garrafa tem seu charme mesmo sem vinho, é aqui sem você. Apesar de uma ou outra foto, de uma ou outra tela que você pintou e deixou aqui... E eu estava aqui escrevendo e fiz uma pausa e olhei para todos esses objetos. E daí que escrever foi a maneira espontânea que o meu corpo encontrou para conversar com você. Eu penso em escrever qualquer coisa, crônica, ficção, descrição duma coisa, dessas garrafas que secamos, por exemplo. E aí que começo a conversar com você como se você. Estivesse em alguma parte de mim.
É que eu enlouqueci e me sinto bem.
Será que você vai viajar nesse feriado?
Eu vou ficar por aqui na cidade.
Quem sabe eu escreva uma carta e te envie por uma garrafa dessas. Quem sabe por quais mares você navega. Talvez eu compre um barco e esqueça toda essa besteira de decoração.

Assinado eu, que faço de bússola o coração.

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