terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

nada mais que um copo de uísque

fugir é quase que um dever. essa aproximação. quando a temperatura do corpo alheio eleva a do meu é um sinal de alerta. o sorrir demais. o falar demais. não sou, não quero.
penso até sou mau. e ontem te falei sobre aquele velho clichê que. esse incômodo pode ser, pode parecer, que estou diante do espelho quando me deparo com estes que pensam que dizem que fazem tudo de uma vez preenchendo cada espaço que não lhe pertence. já que quase os abomino. e penso ser o oposto. mas o incômodo me incomoda.
então sugiro sempre nada mais que um drinque.
nada mais que um copo de uísque e uma conversa em dose adulta.
nada de afeto ou pedra de gelo para amenizar fazer o trago durar.
fugir a ponto de negar.
só pra não ter sombra atrás de mim.
eu tento evitar.
faço sempre a barba antes para na manhã seguinte não ficar pro café.
só lavo o rosto e vou.

eu vou.

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