sexta-feira, 20 de março de 2015

bússola

E durante esse mês. Esse início de mês. É. Eu faço pausas porque me cansa algo aqui. Aqui me cansa e a energia. Aquela força bruta a vontade de correr. De andar pra frente e nunca mais voltar. E foi durante esse início de mês que isso. Começou. Recomeçou. Na verdade isso que vai e volta e que eu não sei o nome e que às vezes chamo de inquietação. Que então percebo que me vejo em cima da hora. Em cima de um ponteiro. De uma bússola que aponta para o norte. Eu preciso de um norte. E foi aí. Nesse início de mês que é o mês de março. Acho que é a promessa do outono. Eu espero o outono. E vi que preciso decidir se pelo motivo de estar tão cansada. Daqui. Que devo. Se devo partir sozinha em busca dessa liberdade que eu penso ser o ápice. Quando estou cansada me vem essa certeza de que só vou descansar quando virar uma ilha. O que me prende. O que será – que me faz querer prender pra caminhar devagar. Caminhar em par. O que me faz às vezes, vezes tão raras que guardo em segredo, querer ser par. Mas me cansei nesse início de mês. Que pensei de novo. O que me falta é um par de remos. Não uma mão alheia. Um pedaço de corpo que esquenta e que fará minha mão suar. Penso que no outono será melhor. Penso que deveria congelar. Algo em mim não congela e me faz querer ficar. Quem sabe o coração.
A minha bússola é o meu coração.
Então acho que não.
Nunca vou chegar ao mar.
Sequer.
Ilha virar.

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