sexta-feira, 20 de março de 2015

juro que por um momento

Ontem meu amigo estava vestindo uma camiseta com “Stranger than paradise” escrito. Daí falamos sobre como gostamos de Jim Jarmusch e falamos sobre ex-namorados. Juro que por um momento. Juro que por um momento não pensei na gente. Eu sempre dizia que parecíamos estar num filme dele. E até assistimos um deles no cinema. E gostamos daquela cena em que ele escuta a cantora sensual num bar e ela chega com um olhar terno e por trás dele apoia o queixo em seu pescoço. Gosto de imaginar essa cena de olhos fechados quando é possível. Sempre que lembro. Eu lembro também que na noite em que você partiu eu perguntei como veria aquele filme de novo sem pensar em.
Ainda me pergunto.
Sinto porém que eu soube a resposta antes mesmo de te perder.
Eu não vou esquecer.
Tem coisa que é uma coisa só. E eu gosto demais daquele filme. Que não era “Stranger than paradise” mas se eu pensar melhor. E o que nós éramos senão estranhos que decidiram por um breve momento, nem que durasse apenas um filme, criar algum tipo de paraíso eterno.

Nenhum comentário:

Postar um comentário